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Não me adivinhes…

20 de novembro de 2014

Não me adivinhes

Toca-me onde me dói e verás

uma flor a abrir-se lentamente

sobre a pele, a maravilha nunca

adivinhada de um mistério.

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Esta é a tua vez de o desvendares –

paixão é uma palavra demasiado

antiga no meu corpo, já não sei a

última vez, a única vez.

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Toca-me por isso devagar, não me lembro

da primavera que fez nascer a

doença sobre a ferida, não sinto

o recorte da cicatriz que o tempo

pousou nela.

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Agora chama-me ao

teu peito com as mãos, tal como a

chuva chama pelos narcisos sem

cessar, ano após ano; diz o meu

nome com os dedos a serem rios

que latejam no coração adormecido

de uma aldeia.

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Não me adivinhes –

lá, onde me doer, vou recordar-me

Maria do Rosário Pedreira

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From → Lunares

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